a Casa

a casa impõe-se na paisagem de serpa, quer a poente, onde se eleva sobre o pano das muralhas, integrando dois torrões, quer a nascente, onde se projecta com uma fachada de grandes dimensões.

O Palácio Ficalho é uma casa senhorial da segunda metade do século XVII integrada na muralha medieval que envolve o centro histórico de Serpa. O nome provém da família Mello, primeiro senhores, e depois condes e marqueses de Ficalho.

Enquanto edifício seiscentista, representa um importante testemunho da “arquitetura chã,” estilo arquitectónico português que provém do maneirismo italiano e que se caracteriza pela austeridade nas formas e presença de tradições vernáculas. O projecto é atribuído ao arquitecto Mateus do Couto, Sobrinho.

No decorrer do século XX os marqueses de Ficalho, António Martim de Mello e Maria das Dores de Eça  de Queirós de Mello, procuraram inverter o processo de degradação do edifício, desenvolvendo obras de restauro e reabilitação que decorreram entre 1946 e 1973. A intervenção foi premiada em 1984 pelo Institut International des Châteaux Historiques.

Em 2007 o Palácio Ficalho obteve a classificação de monumento nacional. 

O racionalismo e a austeridade são as linhas mestras

A arquitectura é monumental, sim, mas objectiva, pensando na protecção do calor e da luz. Afirmativa, sim, mas contida e terrena.
No interior são evidentes as tradições construtivas locais.